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28.12.11

COMO ORGANIZAR O TEMPO E O ESPAÇO DA SALA DE AULA

ORGANIZANDO O ESPAÇO

 AMBIENTE ALFABETIZADOR

É importante criar na sala de aula um ambiente alfabetizador, com vários tipos de materiais escritos para despertar no alfabetizando o interesse pela aprendizagem da leitura e da escrita.
Este ambiente vai mostrar a utilidade da escrita, bem como a importância de saber ler no dia-a-dia, para facilitar a vida. O alfabetizando vai assim, situando-se no mundo em que vive. Para isto, é necessário arrumar a sala com material escrito de dois tipos:

1. MATERIAL PERMANENTE:

a) o nome do município onde a escola está localizada;
b) o alfabeto com vários tipos de letras: imprensa e cursiva ( maiúsculas e minúsculas);
c) lista com os nomes completos dos alunos;
d) nome completo do(a) professor(a);
e) calendário anual;
f) mapas do Brasil, da Bahia e do município.


2. MATERIAL ROTATIVO:

a) jornais e revistas;
b) livros variados;
c) dicionário;
d) rótulos ou embalagens de: remédios, alimentos, material de higiene, etc.;
e) bulas de remédios, receitas;
f) listas de: compras, material escolar, etc.;
g) cartas, bilhetes, cartões, propagandas;
h) jornal mural:
• Exposição de produções dos alfabetizandos: desenhos, escritos, recados, mensagens, avisos, etc.;
• Exposição de materiais diversos: tudo que acharem úteis e interessantes ao trabalho e ao estímulo e desenvolvimento do alfabetizando: folhetos, panfletos, propagandas, notícias de jornais, receitas, horóscopo, etc.

Parte deste material rotativo deve ser trazido pelos alfabetizandos. O professor pede que eles procurem em casa ou em outros locais, objetos que tenham coisas escritas. Durante o trabalho, pede-se ao grupo para observar o que há naquela parte, o que existe de novo, quem trouxe, para que serve, fazendo-se comentários e discussões sobre o valor de tudo aquilo. A medida que outros alunos forem trazendo outros objetos, a gente vai substituindo os já vistos e comentados pela turma por aqueles novos, sempre dialogando sobre sua utilidade e a colaboração de quem trouxe.
Finalmente, a sala transformada num ambiente alfabetizador vai estimular mais os alunos, quebrar a rotina, pois cada semana pode ter algo novo e diferente (do material rotativo) para ser trabalhado. Assim o alfabetizando vai situando-se no mundo em que vive através da observação de escritos nos vários objetos e lugares e de diferentes formas. A escrita passa a ser objeto de conhecimento, pois partindo da observação e comparação, o alfabetizando é levado a experimentar a escrever as letras formando palavras, pondo no papel suas hipóteses e idéias. É levado a criar sua própria escrita.

 DIÁLOGO, PONTO DE PARTIDA

O diálogo, a discussão são pontos de partida para a ação alfabetizadora. Temos que partir da leitura do mundo, como nos diz Paulo Freire, da discussão sobre os problemas da comunidade sobre os acontecimentos locais ou nacionais, para daí trabalhar a aprendizagem da leitura de textos e da escrita. Como realizar este diálogo?
A discussão mesmo iniciada espontaneamente, tem que ser orientada, coordenada pelo professor e que se tenha objetivo claro do que se quer. Partindo-se daí, segue-se com uma atividade a partir do resultado das discussões organiza-se um texto coletivo, para trabalhar depois, partindo dele, os conhecimentos específicos de Português, Matemática, Ciências, Geografia, História, etc.
O alfabetizador também é membro da comunidade, e como tal, precisa participar da vida dessa comunidade e estar informado do que está acontecendo. Só assim, ele pode puxar a discussão na turma, planejando antes e sabendo onde quer chegar com aquele diálogo e o que vai fazer depois... Pode e deve também aproveitar alguma conversa que surge entre os alfabetizandos, para discutir com toda a turma e prosseguir com as atividades do dia. Se, para isto for necessário a presença de alguém da comunidade ou de pessoas de fora que possam ajudar na discussão, é importante pois valoriza e estimula a participação e o debate.
A discussão na sala pode partir também de algo novo ou de problemas já existentes ou hábitos que precisam ser mudados. Pode-se começar fazendo perguntas, para eles opinem e discutam entre si. Cada um dá sua opinião e o professor coordena o debate, ouvindo e levando aos outros a escutarem o colega, e no caso das crianças, aprenderem a aceitar opiniões e ponto de vista diferente do seu. Os mais tímidos devem ser estimulados a participarem, para isto pode ser desenvolvidas dinâmicas como passa e repassa, batata quente, etc.

ORGANIZANDO O TEMPO

A programação das atividades de sala de aula prevê a construção de uma rotina que dará ao aluno uma visão prévia do que vai acontecer ajudando-o a organizar o seu pensamento e o seu material em função dessas atividades.
Ao organizar o tempo, devem ser observadas as necessidades e ritmo de cada grupo, contudo é interessante que esta rotina garanta:
1. Leitura diária na sala de aula (contos de fadas, poemas, notícias, histórias, adivinhações, trava-língua, parlendas, etc.)
2. Escrita diária na sala de aula (que pode ser dividido em vários momentos).
3. Conversa diária com os alunos que pode ser um comentário de: um passeio feito pela turma, do noticiário, de um filme que a turma assistiu.
4. Exploração do tema gerador que pode ser através de exposição participada, que devem ser introduzidos através de dinâmicas e a partir de conversas e discussões, palestras, pesquisas, passeios, filmes.
5. Atividades complementares – que são de igual importância como:
• Tempo para realização de projetos;
• Atividades lúdicas (dominó, bingo, caça-palavra, forca, materiais como blocos lógicos, tangram, jogos de montar, quebra-cabeça);
• Atividades artísticas: pintura, desenho, modelagem, recorte e colagem.

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